Textos

Não, não somos racistas

Texto publicado em meu mural no site do coletivo jornalístico Ponte Jornalismo 
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O racismo não está apenas na fala, na ofensa, no insulto, na discriminação feita às claras. É, antes, um sistema segundo o qual a realidade está organizada, e que orienta a vida, o dia a dia. Para ficar mais fácil: racistas não acham que o são quando estão “apenas” reproduzindo aquilo que aprenderam como certo. Continue reading %s

Tamo aí na atividade!

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O The Guardian publica uma matéria sobre violência policial aqui em SP, linka a Ponte Jornalismo e quem assina o texto em conjunto com Jonathan Watts é nosso repórter Luis Adorno (Ten murders in five hours: one deadly night in São Paulo’s dangerous triangle). The New York Times faz uma matéria sobre execuções  pela polícia no Brasil, cita e linka como referência o video feito pelo ótimo Coletivo Papo Reto (Despair, and Grim Acceptance, Over Killings by Brazil’s Police). E tem gente que ainda rotula os vários coletivos jornalísticos que andam pipocando por aí como meros ativistas. Tem uma galera chegando na apetite aí, viu? Abre o olho não pra ver.

O mito do adolescente violento

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Dois casos recentes.

O primeiro: na rua Oscar Freire, um menino negro foi expulso da frente de uma loja pela vendedora por ela achar que a criança estivesse ali vendendo algo, em lugar que a  loja considera inadequado (mas que vale lembrar, é espaço público). O garoto estava com o pai; a mãe, por sua vez, fazia compras em alguma loja dos arredores. Continue reading %s

Meu time não tem título. E a culpa é minha

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Dizem os antigos que meu pai foi ótimo volante. Não o vi jogar com adultos, mas acredito. O velho tinha todo o perfil, esguio, pernas tortas, tinha ginga, desfilava mesmo. Deu as minhas primeiras lições futebolísticas e o primeiro uniforme completo da Ponte Preta, a Macaca, assim como era conhecido o esquadrão de Campinas, nosso time do coração. Perdi a conta de quantos domingos fui com ele ao Moisés Lucarelli, estádio Majestoso, ver nossa macaquinha jogar. Meu pai e eu brincamos de bola muitas vezes. Eu era a Ponte Preta, ele, outro time que escolhia na hora. Nunca me deixava ganhar, o que me enfurecia.  Continue reading %s