Dia da Consciência Negra

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Enquanto houver violência e esse menosprezo acomodado pela história do negro sendo contada pelo próprio negro. Enquanto a mulher negra, mesmo sendo maioria na população brasileira, tiver que lutar bravamente para combater a violência que a atinge e ter seus direitos reconhecidos. Enquanto houver esse genocídio contra a juventude negra pobre e periférica e os demais atos escabrosos patrocinados inclusive pelo Estado: o Dia da Consciência Negra – sim, mano, em maiúsculo – e esta charge são necessários.

Nenhum/a a Menos – Semana de Lutas contra a violência do Estado

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Em meio à correria do dia-a-dia para sobreviver nesta vida como artista, dentre decepções, contas a pagar e o ritual da tal meritocracia, que lógico, só a poucos dentre os mesmos privilegia, uma hora ou outra chega a mim, presentes que te fazem esquecer do chicote diário e lembrar que seu trabalho, pelo menos a alguém, está sendo de grande serventia. Continue reading %s

Ah, branco, dá um tempo!

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Parceria bacana que acaba de decolar. Juntei minhas ilustrações à campanha crítica, ácida e divertidíssima da Lorena Monique: Ah, branco, dá um tempo! O projeto nasceu ano passado, similar ao movimento que aconteceu na universidade da Harvard, onde criaram o tumblr: I, Too, Am Harvard. Alunos e alunas da comunidade negra resolveram botar a boca no trombone e escancarar as frases e piadinhas muito comuns proferidas no dia a dia, que carregam profundas agressões ignorantes, racistas e preconceituosas.

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Não, não somos racistas

Texto publicado em meu mural no site do coletivo jornalístico Ponte Jornalismo 
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O racismo não está apenas na fala, na ofensa, no insulto, na discriminação feita às claras. É, antes, um sistema segundo o qual a realidade está organizada, e que orienta a vida, o dia a dia. Para ficar mais fácil: racistas não acham que o são quando estão “apenas” reproduzindo aquilo que aprenderam como certo. Continue reading %s

Princesa Isabel não me representa!

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Sim, Princesa Isabel não me representa. A data da assinatura da Lei Áurea, que supostamente libertou os negros escravos, deve ser usada para relembrar e refletir sobre quem somos e em que tipo de sociedade vivemos. Temos muito a contestar e ainda muito pouco a comemorar.